No dia 20 de Janeiro, Eu, acompanhado pelos Pastores: Ademar do Patrocinio( Igreja O Brasil para Cristo, Marcos Mota (Com. Evangélica do Centro de Meriti), Josivan Leodoro (Comunidade Vida Nova), Marcos Antonio(Com.Ev. da Pavuna) e outros amigos, estivemos em Teresópolis afim de: Ver a tragédia de perto e socorrer os vitimados por esta tragédia que abateu toda a Região Serrana do Estado do Rio de Janeiro.
A ajuda foi pequena. mas o desejo de ajudar era muito grande.Confesso que a idéia original da assistência aos desabrigados não partiu de mim, mas sim do Pastor Ademar do Patrocinio, o que ganhou logo a adesão de todos os colegas citados.
Ao chegar em Teresópolis fomos recebidos pelo Pr. David Palhares da Igreja O Brasil para Cristo de Teresópolis, um dos coordenadores local das milhares de colaborações que chegam aos desabrigados todos os dias. Fomos direto a Igreja que o Próprio Pr. David Pastoreia e que estava servindo de abrigo para 35 familias desalojadas. Após descarregar o caminhão, no salão principal da Igreja, que esta ocupado completamente pelas doações, impedindo que desta forma tenha culto e as celebrações rotineiras.Pastor David, é um homem, alegre, risonho e muito comprometido com a obra. Falante, foi-nos conduzindo pelo prédio adentro até onde estavam os desabrigados. A impressão não foi das melhores. Estou acostumado com ambientes cheio de gente; O barulho natural das conversas informais; As gargalhadas ao fundo; o soluçar de uma criança. Pois é, não tinha nada disso. apesar do ambiente estar lotado, o silêncio era "sepulcral", aterrorizante e muito melindroso. As pessoas olhavam para o chão; não conversavam uma com as outras e nem davam atenção a televisão, que inutilmente estava ligada. Cada um curtia, sozinho a sua dor, a sua história e amarguravam as suas perdas.
Fomos levado pelo Pastor David, para conhecer o lugar da tragédia.Foi uma das cenas mais marcantes da minha vida. Naquele momento percebi que, nem jornal, fotos ou televisão conseguiram transmitir com realidade o que havia acontecido naquela região. As casas tinham marcas de agua nas paredes de mais de 3 mt., haviam casas em que conseguimos tocar o telhado com as mãos; outras que so se via o segundo pavimento, pois o primeiro estava totalmente aterrado.foi assustador.
Conversando com algumas pessoas pelo caminho, ouvia histórias triste de perdas, mais do que materiais. Perdas de entes queridos.
Bem, gostaria de contar com a sua ajuda e colaboração, pois muitas vidas estão ainda soterradas e dezenas de familias estão sobrevivendo de doações. oremos e ajudemos. voltaremos com este assunto.




